O tempo é o mais
democrático dos recursos. Pouco importa sua
idade, escolaridade ou condição sócio-econômica.
Todos nós dispomos de 24 horas diárias, e
a forma como as utilizamos justifica nossos
resultados e nos diferencia.
Temos a sensação
constante de que o tempo acelerou. Os dias
parecem mais breves. Quando se vê, mais um
mês se passou. E diante da rotina, das atividades
meramente operacionais às quais nos entregamos,
a angústia e a frustração podem nos visitar.
Por isso, é fundamental
tomar consciência de que administrar o tempo
é administrar a própria vida.
Diante disso, proponho
que você redija uma Constituição
Pessoal, ou seja, uma espécie
de "carta identitária" capaz de
nortear seu caminho. Para tanto, identifique
os valores que governam sua vida; pode ser
desde amor e generosidade até sucesso e riqueza
material. O universo de valores é amplo e
solicita um consciencioso exercício de reflexão...
Em seguida, coloque-os
em ordem de prioridade. É o momento de fazer
escolhas e descobrir o que é mais relevante
em seu julgamento. Depois, você deve unir
razão e emoção, cabeça e coração, escrevendo
um pequeno parágrafo para cada um destes valores.
Por fim, leia esta sua pequena lista com freqüência
e tome suas decisões com base nela.
Peter Drucker,
em seu livro The Effective Executive in Action,
sentencia que "Gerenciar o tempo é a
base da eficácia". E o guru desafia você
a responder a algumas questões:
O que eu
estou fazendo que não precisa ser feito?
O que eu estou fazendo
que poderia ser feito por outra pessoa?
O que eu estou fazendo
que só eu posso fazer?
O que eu deveria
fazer que não estou fazendo?
Suas respostas,
com olhos atentos na Constituição Pessoal,
com certeza sinalizarão a necessidade de delegar
atividades, de retomar o foco em suas metas
pessoais ou de corrigir rotas.
Um dos instrumentos
mais difundidos em termos de Gestão do Tempo
é a chamada matriz, desenvolvida por Covey
e que divide as tarefas a partir de sua urgência
e importância.
O primeiro quadrante
reúne atividades urgentes e importantes, como
reuniões, atividades com prazos definidos
e eventuais crises. Estas tarefas devem ser
feitas de imediato e da melhor forma possível.
O segundo quadrante
engloba as atividades importantes, porém não
urgentes, ou seja, tarefas que demandam planejamento
e envolvem aprendizado e criatividade e que
podem trazer consigo grandes oportunidades.
Todavia, quando procrastinadas, são promovidas
ao quadrante anterior, exigindo urgência em
seu tratamento.
No terceiro quadrante
residem as atividades que correspondem aos
maiores desperdiçadores de tempo: são as tarefas
urgentes, mas não importantes, como telefonemas,
relatórios, correspondências e até interrupções.
Livre-se delas com rapidez, pois elas não
contribuem com suas metas!
Finalmente, o último
quadrante da matriz contém atividades que
não são importantes e nem; trata-se de trabalho
irrelevante, telefonemas inúteis, situações
alienantes e apego a detalhes. Enfim, pura
perda de tempo. Aqui nada se produz...
E então,
como você tem distribuído suas tarefas?