Como começar um negócio na internet?

Quer abrir um negócio na internet e não sabe como?
Especialista dá dez dicas para quem pensa em abrir uma empresa digital, leia matéria abaixo:

1) Escolha seus sócios com cuidado. Essa é do Julio Vasconcellos, do Peixe Urbano. Seus sócios são pessoas com quem você vai passar horas infindáveis, provavelmente por muitos anos. Escolha quem tenha o mesmo pique para o trabalho e a mesma ambição financeira que você.

2) Consiga um co-fundador técnico. Em uma startup digital, três papéis são essenciais: o desenvolvedor, o designer e o vendedor, responsáveis por criar, construir e vender. Se só existe o fundador/vendedor, que não consegue executar a ideia e nem recorrer a terceiros, o resultado pode ser um ataque cardíaco.

3) Financie seu próprio negócio. O dinheiro mais barato é o suor, o restante vem gradualmente, proporcional ao nível de validação do seu modelo de negócio. Depois que você encontrar o ponto certo, cresça.

4) Não largue seu emprego. Você só deve deixar o que paga suas contas depois que o modelo de negócio estiver provado. Consiga um sócio e use o dinheiro para garantir que vocês dois tenham como pagar seus custos pessoais.

5) Leia! Antes de se lançar como empreendedor digital, fique atento às referências mais importantes. Sem fontes, o aprendizado será mais duro e longo que o normal.

6) Faça produtos simples, rápidos e incrementais. A primeira versão do produto, que chamamos de “produto mínimo viável”, deve permitir a validação de sua proposta que, por sua vez, deve ser a solução para um problema real, pela qual as pessoas estejam dispostas a pagar.

7) Seja científico. O sucesso vem de formas misteriosas, mas a validação do seu modelo de negócio pode ser organizada. São ciclos de construção, medição e aprendizado que permitem que você adapte sua visão inicial até um modelo que efetivamente funcione.

8) Falhe rápido e seja perseverante. Eric Ries usa, para isso, o termo “a decisão entre pivotar ou desistir”. Você deve perseverar em sua trajetória de negócios, mas não em um formato específico. Talvez você precise de uma mudança de estratégia, sem a mudança de visão.

9) Se você quer um passatempo, aprenda a jogar golfe. Empreender não é para quem quer fugir de um trabalho chato. Se você não conseguir se dedicar e dar energia suficiente para o negócio, ele será só uma perda de foco e de tempo.

10) Cuidado com custos pequenos e dívidas. Juntando conselhos de Warren Buffet: você tem que sobreviver a cada batalha para continuar como um empreendedor em série. O ambiente regulatório brasileiro é extremamente duro com quem fracassa. Tenha alergia crônica a custos e pavor quando eles são fixos.

Autor: Fernando de La Riva
Diretor-executivo da Concrete Solutions, consultoria global de TI, e ajudou a desenvolver mais de 17 startups de tecnologia.
Fonte: exame.com

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Brasil é o quarto país com maior presença de empresas nas mídias sociais

Mais de 70% das corporações ao redor do mundo já têm presença nas mídias sociais. É o que indica estudo da KPMG Internacional, realizado em dez países [incluindo o Brasil] com 1.850 mil gerentes e 2.016 mil funcionários. A tendência, aponta o levantamento intitulado “Going Social: How businesses are making the most of social media”, é liderada por companhias de mercados emergentes.

O Brasil aparece em quarto lugar entre os países que despontam com presença mais intensa nas mídias sociais. Das organizações consultadas na pesquisa, 69,1% indicaram contar com iniciativas ligadas a esse meio de comunicação, percentual próximo aos 70,4% da média geral. Na liderança da lista, está a China, com 82,7%; seguida por EUA (71,5%); e Índia (70,2%).

Entre os representantes de organizações ouvidos na pesquisa, os chineses, indianos e brasileiros mostraram-se de 20% a 30% mais propensos a dizer que suas empresas recorreram às mídias sociais como parte dos negócios do que os britânicos, australianos, alemães ou canadenses.

Na avaliação de Tim Norris, diretor da área de Performance & Technology da KPMG no Brasil, as companhias no País perceberam logo a importância de estarem presentes e atentas a esse espaço virtual aberto à interação entre as pessoas. “O consumidor brasileiro percebeu as mídias sociais como um importante instrumento para divulgar suas insatisfações com as empresas, o que deve ser olhado com muita atenção pelas organizações”, completa.

A pesquisa descobriu ainda que as organizações tendem a subestimar os benefícios dos meios de comunicação social. Por outro lado, 80% dos que disseram que suas empresas têm programas ativos para as mídias sociais indicaram terem percebido benefícios em razão da atuação nesses espaços virtuais.

“Em vez de enxergar riscos nas redes sociais, os executivos deveriam ser melhor aconselhados a equilibrar o risco de entrar nos meios de comunicação social diante do custo com a perda de oportunidades de não participar”, aconselha Sanjaya Krishna, sócio da área de Economia Digital da KPMG nos Estados Unidos.

A restrição ao acesso também é apontada pela KPMG. Um terço dos funcionários de empresas em todo o mundo em que o acesso a redes sociais é bloqueado disse que não só estava usando as mídias sociais no escritório como se empenhava em “burlar os sistemas de proteção” de seus equipamentos de trabalho para “saciar suas necessidades nas redes”.

A proibição é batalha perdida, indica o estudo. “Os executivos podem estar sendo ingênuos ao pensar que proibir o acesso às redes sociais elimina o uso pelos empregados”, avalia Tudor Aw, diretor de Tecnologia da KPMG na Europa e sócio da firma britânica.

Fonte: www.wbibrasil.com.br

Para discutir mais sobre este assunto, no dia 10 de abril de 2012, A Oficina empresarial trará Carla Falcão, formada em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, possui vasta experiência com redes sociais, trabalhando com consultoria e ministrando cursos na área.

O encontro do dia 10 ocorrerá na Livraria FNAC (Parque D. Pedro Shopping), em Campinas, a partir das 10h30, e conta com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Valinhos (ACIV), Associação Comercial e Empresarial de Itapira (ACEI), Gráfica Hortolândia, ECONOMICA – Empresa Jr. do Instituto de Economia da UNICAMP, Associação Comercial e Industrial de Paulínia (ACIP) e Livraria FNAC.

O evento é gratuito e está destinado a empresários, gestores e especialistas na área, interessados em debater a importância e o impacto das redes sociais nas empresas. As inscrições devem ser feitas pelo site www.oficinaempresarial.net.

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O valor do papel!

Por Bruno Soalheiro

Há algumas semanas recebi de um colaborador da empresa a solicitação de um aumento salarial. Expliquei a ele que, como gestor de RH, não sou eu quem decide sozinho sobre isto; é um trabalho de análise que leva em conta diversos aspectos, especialmente a avaliação do superior dele.

Mas o que me deixou surpreso foi a resposta do colaborador quando perguntei, com bom humor, por que ele considerava merecer um aumento. Eis: __Porque estou me formando, agora tenho curso superior!

O fato de você se graduar, ou obter mais uma , duas ou vinte pós-graduações, não significa que necessariamente seu salário vai aumentar.

Empresas não te pagam pela quantidade de diplomas que você tem; também não te pagam pelo quanto você sabe; elas te pagam pelos resultados que você entrega! Claro que, se seus cursos e seu conhecimento servirem para melhorar os resultados, você será mais recompensado. Mas pelos resultados, não pelos cursos ou pelo conhecimento!

Parece que é realmente uma herança que nós brasileiros carregamos, esta de pensar que papel garante alguma coisa! Claro que diversos cargos, quando anunciados, demandam que o profissional seja graduado nesta ou naquela profissão, pois isto é uma garantia legal de que ele estudou determinado assunto e conseguiu demonstrar suficiente conhecimento para obter o diploma. Mas isto de forma alguma garante que ele seja competente. Imagine então ganhar um aumento de salário porque obteve mais um diploma!A situação é a mesma com o domínio do inglês. Há quem pense que tem que fazer inglês em uma escola formal, ou conceituada, pois senão não terá o diploma.

Entrevisto constantemente diversas pessoas com o intuito de verificar se falam inglês para trabalhar em projetos multinacionais, e sequer jamais pedi a algum deles o diploma. Por -que? Por que é só papel.  O que eu quero com papel? Se você conseguir conversar 5 minutos em inglês comigo, pouco me importa se você aprendeu trabalhando como garçom em Dallas ou na melhor escola do mundo. É claro que a situação é diferente se você estiver se candidatando a ser um professor de inglês! (Porque a lei exige!)

Longe de defender que as pessoas não precisam estudar (eu mesmo faço MBA), minha intenção neste post é reforçar o fato de que você sempre será pago por aquilo que você entrega, não por aquilo que você sabe, e menos ainda por aquilo que um pedaço de papel “diz “que você sabe.

De verdade, você até pode ser mais bem conceituado para “entrar” em uma empresa, se tiver o diploma de uma ótima universidade (mesmo assim o que conta é seu desempenho na entrevista), mas uma vez empregado, entenda, ninguém vai te promover ou te dar aumento por ter feito cursos; por mais bem conceituados que possam ser. Menos certificados e mais resultados, é isso que as empresas pedem!

Fonte: ogerente.com/carreiraesucesso

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Por que você deve abrir seu negócio com pouco dinheiro

São Paulo – Entre as primeiras preocupações na saga para abrir uma empresa – envolve a escolha de um local, levantamento de documentos, contratações, estoques, etc –, a mais preocupante costuma ter nome, mas nem sempre endereço: dinheiro. Entre os caminhos mais buscados estão os empréstimos com familiares e amigos. Os bancos também são procurados por muitos, assim como os investidores-anjo.

O professor da Faculdade de Administração da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) Armando Terribili afirma que a chave do sucesso de qualquer negócio não está na quantidade de dinheiro, mas em uma boa ideia. “É algo inovador, que vai ao encontro do que o mercado está esperando e nem sempre precisa de muito dinheiro para ser implementada.”

O caminho para conseguir o investimento previsto para o negócio passa, como todos sabem, pelo convencimento de quem tem o dinheiro. Para isso, um plano de negócios conciso e certeiro é imprescindível. Informações sobre produtos, objetivos, preços, expectativa de retorno, entre outros aspectos, devem estar explicadas em detalhes no roteiro.

Terribili acredita que só um plano de negócios bem estruturado é capaz de atrair investidores para o negócio. “Sem estimativa precisa de vendas, análise profunda dos custos fixos e variáveis, melhor não arriscar. Com estudo e conhecimento, vale a pena investir porque a probabilidade de sucesso é maior.”

O que não é senso comum, no entanto, é sobre a quantidade de dinheiro necessária para dar o start na empresa. “Nenhum empreendedor de pequeno porte deve abrir um negócio com muito dinheiro, mesmo que tenha acesso a linhas de crédito”, destaca o professor de Empreendedorismo e Novos Negócios da Business School São Paulo, Evandro Paes dos Reis.

Por: Débora Álvares
Fonte: Exame.com

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Oficina Empresarial promove encontro gratuito sobre Redes Sociais

Quais são as razões para participar ou não das redes sociais? Quais são os benefícios reais que isto pode trazer para a empresa? Estas são algumas das questões que as empresas enfrentam atualmente e é o tema de discussão proposta para o 4º encontro da Oficina Empresarial. O evento acontecerá no dia 10 de abril com o tema “Redes Sociais: Tendência Passageira ou necessidade de negócios?”.

Carla Falcão Bueno, especialista em mídias sociais, irá coordenar o debate. Formada em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, possui vasta experiência com redes sociais, trabalhando com consultoria e ministrando cursos na área. Na programação também estão previstos alguns estudos de caso.

O evento é gratuito e está destinado a empresários, gestores e especialistas na área, interessados em debater a importância e o impacto das redes sociais nas empresas. As inscrições devem ser feitas pelo site www.oficinaempresarial.net.

A Oficina Empresarial é um projeto do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Educação Corporativa (IBDEC), cuja finalidade é disseminar as melhores práticas na gestão de negócios e estimular o desenvolvimento e a competitividade das empresas de Campinas e região.

O encontro do dia 10 ocorrerá na Livraria FNAC (Parque D. Pedro Shopping), em Campinas, a partir das 10h30, e conta com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Valinhos (ACIV), Associação Comercial e Empresarial de Itapira (ACEI), Gráfica Hortolândia, ECONOMICA – Empresa Jr. do Instituto de Economia da UNICAMP e Livraria FNAC.

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O discurso na entrevista de emprego

Pelo fato de trabalhar com RH, é bastante freqüente que conhecidos e amigos me perguntem sobre qual a maneira ideal de se comportar em uma entrevista. Nestes casos, além de recomendar a eles a leitura dos milhares de artigos que já existem sobre o tema, me ofereço para fazer um teste de entrevista, focando especialmente um aspecto: O discurso!

É óbvio que existem diversas variáveis a serem consideradas em uma entrevista, como pontualidade, maneira de vestir, conhecimento do próprio currículo, higiene pessoal, conhecimento técnico do trabalho, e outros; mas o ponto no qual muitas vezes noto maior dificuldade, é a capacidade de verbalização.

Uma coisa é você saber fazer um trabalho, outra coisa é você saber falar muito bem, com clareza, lógica e segurança, sobre o que você sabe fazer. E já que os entrevistadores não têm como colocar você para trabalhar e avaliar seu desempenho, eles se baseiam muito no “como você fala sobre o que sabe fazer”.

Sabemos que este é um parâmetro que pode enganar (e engana às vezes), afinal, alguém pode ser excelente em se vender, e na prática não ser muito bom. Ainda assim, no mundo de hoje a verdade é: quem se vende bem é comprado! Não estou discutindo se é justo, apenas dizendo que é assim que funciona na maioria das vezes.

E se você observar bem,não são somente os entrevistadores que se baseiam nisto, somos todos nós. Um bom vendedor, um médico que te passa confiança, uma empresa que quer te conquistar, são todos, num primeiro momento, avaliados pela qualidade do discurso. É claro que tem que haver conhecimento técnico – conteúdo- embutido neste discurso; mas a “a forma” como este discurso é construído, faz MUITA diferença.

Vejo muitas pessoas investindo em cursos de aperfeiçoamento técnico ou adquirindo novas habilidades sobre seu trabalho, em busca de melhorar seu desempenho em entrevistas, sem notar que talvez a situação poderia ser resolvida com um curso de oratória ou desenvolvimento da fala. Porque muitas vezes o sujeito já tem o conteúdo, mas falta trabalhar a forma. Só que desenvolver bem a fala é muito mais complicado que comprar uma roupa nova, cortar o cabelo e ser pontual. Exige treino; às vezes muito treino!

Entenda: Falar com segurança, clareza e lógica, sabendo usar as pausas e as emoções na medida certa, faz com que o entrevistador sinta que você é realmente uma pessoa preparada. Se você domina bem o discurso passa a impressão de que domina bem o trabalho! A verdade é: em uma entrevista, uma pessoa com desempenho técnico mediano que saiba falar muito bem sobre seu trabalho costuma ter muita vantagem sobre uma pessoa com excelente desempenho, mas que não saiba construir um bom discurso.

Claro que não estou pregando aqui que você se torne um mago da fala e que pode desprezar o conhecimento técnico. Conteúdo é fundamental, e conhecimento sobre a área de atuação é o mínimo que se busca, se não você não vai durar no cargo. Só que muitas vezes o que vai fazer com que o entrevistador saia com “aquela boa impressão” é a sua capacidade de se expressar bem sobre si mesmo.

De repente o que o está impedindo de conseguir um bom emprego pouco tem a ver com sua experiência e conhecimento do trabalho, e sim com sua habilidade de falar com clareza, lógica e objetividade sobre si mesmo. Vender-se bem é fundamental!

Fonte: ogerente.com
Por: Bruno Soalheiro

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Twitter x Facebook

Apesar de muito diferentes em questão de objetivos, não há como negar que  existe uma certa rivalidade entre Facebook e Twitter. Falando nisso, qual é o  seu preferido?

Sabemos que o Facebook é muito maior em número de usuários, mas e no resto,  como fica a briga entre estas duas enormes mídias sociais?

Leia mais sobre em: http://www.midiatismo.com.br/o-marketing-digital/midias-sociais/twitter-vs-facebook-veja-este-infografico-trazendo-diversas-curiosidades-sobre-esta-briga#ixzz1pb3ISJyp

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Oficina Empresarial discute “Redes Sociais: tendência passageira ou necessidade de negócio”

Esse é o tema do quarto encontro da Oficina Empresarial, que acontece no dia 10 de abril, a partir das 10h30, na Livraria FNAC (Campinas/SP).

O evento é gratuito e tem como público alvo empresários, gestores e especialistas na área.

Carla Falcão Bueno apresenta o tema e comanda o debate sobre quais são as razões para participar ou não das redes sociais e os benefícios reais que isto pode trazer para a empresa.

Confira todos os detalhes no site do evento (http://www.oficinaempresarial.net). As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.

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Qual é o melhor marketing para a sua empresa?

O consumidor hoje tem mais espaço para mostrar ao mundo o que ele deseja e como prefere ser atendido. Por isso, é fundamental que o empresário não só se preocupe apenas em disseminar informação, mas também filtrar o que o seu consumidor diz

Maior acesso a tecnologia, mercado consumidor mais amplo, redes sociais… O cenário competitivo atual é muito diferente do que existia há dez anos. E isso alterou a forma com que a empresa se comunica com o seu público e quais elementos são analisados na hora de definir o plano de marketing. E, neste novo cenário, podemos classificar duas orientações: o marketing de entrada (ou de realimentação) e o marketing de saída.

O consumidor hoje tem mais espaço para mostrar ao mundo o que ele deseja e como prefere ser atendido. Utiliza as redes sociais, sites de reclamação de produtos e as suas redes de contato para expor sua opinião. O que se reclamou nesse momento em um lugar, com certeza está sendo lido por mais outras milhares de pessoas ao mesmo tempo em outros pontos da sua região, estado, país, ou, então, pelo mundo.

Por isso, é fundamental que o empresário não só se preocupe apenas em disseminar informação, mas também filtrar o que o seu consumidor diz. O marketing hoje é mais interativo e há um diálogo de mão dupla entre marcas e clientes, o que pode ser denominado como “marketing de entrada” ou de realimentação.

Já o marketing de saída não se preocupa em filtrar as informações emitidas pelo seu consumidor. A via ainda é de mão única, sem realimentação. Investem-se em estratégias de difícil mensuração e não têm a resposta de seus clientes. Por consequência, acaba defasado e perde-se espaço no mercado.

O marketing de entrada concentra-se em ganhar a atenção e a confiança do seu cliente, e não apenas em atraí-lo para uma compra momentânea. Isto pode ser feito através dessas novas ferramentas que estão disponíveis e acessíveis a todos gratuitamente. O que precisa é saber usá-las ao seu favor, com conteúdo interessante, informativo e que agregue valor, criando uma conexão positiva aos olhos do consumidor, tornando-o mais suscetível de envolver a sua marca e comprar o produto. Além disso, custa menos e tem melhor retorno sobre o investimento.

Esta nova orientação necessita de empreendedores mais dinâmicos e realistas, que utilizem o marketing de entrada a seu favor. Das ferramentas disponíveis para comunicar seu produto ou serviço, o profissional precisa saber quais lhe darão o retorno desejado e quais se aplicam à realidade de sua empresa. Não existe o melhor ou pior marketing para sua marca, e sim aquele que se aplica melhor a cada caso. O que precisa é avaliar se a marca está sabendo compartilhar o seu diferencial ao seu favor.

Por: Hélio Moreira
Fonte: administradores.com.br

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Quer empreender? Apaixone-se e trabalhe, trabalhe, trabalhe …

O suíço Ronald Degen, um dos primeiros a trabalhar com o conceito de empreendedorismo no Brasil, poderia facilmente esconder sua origem estrangeira. Com um português perfeito, o executivo e acadêmico teve desde cedo contato com o mundo dos negócios e com o Brasil. Nascido em Yokohama, no Japão, onde seu pai era proprietário de uma trading, Degen acabaria mudando com sua família para o Brasil, depois de uma breve passagem pela Suíça, após o início da Segunda Guerra Mundial e a ruína dos negócios familiares no Extremo Oriente. Seu pai abriria uma nova empresa aqui, e ele, muitos anos mais tarde, começaria a estudar e a ensinar os conceitos relacionados ao empreeendedorismo nas universidades brasileiras. Em 1980, já como um executivo bem-sucedido da Villares, Degen introduziria na FGV-SP o que alguns consideram o primeiro curso de empreendedorismo do país. Da experiência acadêmica, nasceria o livro O Empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. Uma das primeiras obras em português a tratar do tema, ela seria publicada pela editora McGraw-Hill em 1989 e se tornaria um best-seller. Atualmente, Degen atua como coordenador de Pós-MBA de Estratégia da HSM Educação.

Paralelamente à vida acadêmica, o engenheiro de formação construiu uma sólida carreira empresarial, tendo sido presidente da Amanco Brasil e Argentina, da CPFL e da Elevadores Schindler do Brasil. Todos esses anos estudando o mundo dos negócios e fazendo parte dele, deram a Degen uma certeza: qualquer um pode se tornar um empreendedor. Para isso basta, segundo ele, conhecer bem determinada área e ter paixão. “Atualmente, todos nós nascemos mais ou menos iguais. O que acaba nos diferenciando são nossas experiências”, diz ele. Mas se todos podem ser empreendedores, isso não significa que não haja um momento na vida em que a situação conspire mais a favor da criação de novos negócios. “As coisas que mais afetam a decisão de se lançar como empreendedor são as obrigações financeiras e familiares. Por isso que eu digo que existe uma janela de oportunidade na universidade. Não é à toa que é de lá que saem as grandes ideias”. Interessado nos conselhos de Degen? Leia a entrevista abaixo.

Qual a importância do empreeendedorismo para a sociedade?
No mundo todo, a máquina que faz girar a economia são novos negócios. Os EUA cresceram através de seus empreendedores. A revolução industrial foi feita por empreendedores. É do empreendedorismo que surge a geração de riqueza, de novos produtos, de novas ideias. Quando dava aulas na FGV, começava o curso dizendo que a desigualdade social fazia do Brasil um país insustentável. Perguntava aos alunos se eles gostariam de ficar milionários. E dizia: pois fiquem, é importante, porque se vocês ficarem milionários vão gerar empregos, riqueza e ajudar a desenvolver o país.

Para ser empreendedor, é preciso ser inovador?
Depende do que você chama de inovador. Vamos pegar o iPod como exemplo. O que o Steve Jobs fez não foi criar uma coisa nova. A grande invenção foi a Sony ter criado o Walkman e o advento da flash memory. Com isso, veio a criação do MP3, que foi uma renovação. O iPod não é nada mais do que um MP3. Existem dois ângulos de inovação: o do sentido e o da tecnologia. O MP3 foi um desenvolvimento na linha da tecnologia. O que o Steve Jobs fez foi um desenvolvimento na linha do sentido. O sentido é a experiência que o produto lhe proporciona. Jobs não inovou na tecnologia. Na realidade, ele inovou na experiência. Ele desenvolveu uma experiência completa, desde a compra na Apple Store ao uso do iTunes. As outras empresas não ofereciam isso. Portanto, não é preciso ser revolucionário para empreender.

Existe uma velha discussão sobre se é possível ensinar alguém a ser empreendedor. O que o senhor acha?
Eu acredito fortemente que sim. Atualmente, nós nascemos mais ou menos iguais. O que acaba nos diferenciando são nossas experiências, a influência que o ambiente tem sobre nós. Quanto mais experiências você tiver, melhor. Meu filho é diretor de criação de uma agência de publicidade. Ele ganha muito bem, tem prêmios e me diz que muito de sua criatividade se deve ao número de experiências que ele viveu. Quando ele era criança, eu o levava duas vezes por ano para viajar o mundo. O fato de ele ter viajado tanto e ter visto tanta coisa ajudou em sua formação.

O que alguém que está pensando em abandonar sua carreira para virar empreendedor deve se perguntar antes de tomar esta decisão?
Eu acho que primeiro essa pessoa tem que dominar alguma coisa. Se você quer montar um restaurante, saiba cozinhar, saiba servir. Vá trabalhar na cozinha, vá ser um aprendiz. Se você não dominar nada, não faça isso. Ou se associe a alguém que tenha esse domínio. A sociedade entre o Steve Wozniak [co-fundador da Apple] e o Jobs foi mais ou menos isso. O Wozniak era um gênio, mas não sabia aplicar seu conhecimento em eletrônica para fazer negócios. Se você analisar as grandes empresas bem-sucedidas, vai perceber que raramente elas foram fundadas por uma única pessoa. São sempre dois ou três, como foi o caso de Jobs e Wozniak e da HP [criada por David Packard e Bill Hewlett].

E qual a melhor maneira para conseguir dominar uma área?
Bom, se você tem interesse e gosta de alguma coisa tem que se dedicar muito. Eu fiz uma pesquisa anos atrás sobre as boutiques de sucesso dos shoppings. Descobri que a maioria delas foi criada por empresárias que começaram como sacoleiras. Ao mesmo tempo, percebi que muitas das boutiques surgiam porque o marido queria dar o dinheiro para a mulher abrir uma loja, mas fracassavam. Quem tem dinheiro contrata um consultor de moda, que provavelmente é amigo de uma confecção, e põe lá um estoque que não sai. Acaba não funcionando. Mas a sacoleira conhece o mercado, sabe o que vende e do que as mulheres gostam. Ela sabe que uma gordinha não deve usar listras horizontais. E sabe como tem que tratar o cliente. Ou seja, com esse know-how é possível montar um negócio. Se não for por esse caminho, não funciona. Muitas vezes, as pessoas simplesmente decidem que querem montar um negócio. Não vai passar um cavalo selado se você não sabe o que quer. Todos os negócios de sucesso são baseados em um conhecimento que o empresário tem ou numa combinação feliz de conhecimentos suplementares entre sócios.

Qual é a maior dificuldade para se montar hoje um negócio de sucesso?
Falta de ideias e de conhecimento. Você sabe como começou a companhia aérea americana JetBlue, fundada pelo David Neeleman [proprietário da Azul no Brasil]? Ele começou trabalhando numa agência de viagem, onde vendia passagens para o Havaí. Para mandar os turistas para lá, ele resolveu organizar voos fretados. De repente, ele percebeu que tinha um volume de passageiros tão grande que valia mais a pena fazer um leasing do que alugar um avião. Daí, surgiu a JetBlue. Quando você tem o conhecimento, você consegue os recursos financeiros necessários para abrir a sua empresa. Mas é preciso se dedicar a fundo.

É mais difícil virar empreendedor no Brasil do que em outros lugares do mundo?
Não. Tanto que há mais empreendedores aqui do que nos EUA. O volume absoluto de empreendedores que se gera todo ano no Brasil é superior ao dos EUA. A diferença é que mais de 50% dos empreendedores brasileiros são empreendedores por necessidade. São aqueles que viram empresários, porque precisam dar um jeito de se sustentar. Os demais são empreendedores por oportunidade, que podem se dedicar a algo que gostam, como foi o caso do surgimento da Cacau Show, do Alexandre Costa. Ele começou fazendo trufas aos 17 anos e transformou aquilo num negócio. Agora, sua marca já conta com mais de mil lojas.

Mas existe obviamente uma grande diferença entre os EUA e o Brasil neste aspecto …
Sim, o que acontece é que o que gera um maior efeito multiplicador são os negócios de alto impacto. E eles são raridade dentre os novos negócios criados no Brasil. Nesse ponto, o país é fraco. E por quê? Porque as universidades são fracas, os centros de pesquisa são fracos e os engenheiros são fracos. O Brasil hoje é uma vergonha. Só 10% dos jovens formados nas universidades são engenheiros. Na China, esse número sobe para 40%, que é mais ou menos o padrão mundial. E os cursos de engenharia no Brasil, por falta de verba e laboratório, são fracos, mal quebram o galho. Faltam, portanto, engenheiros de alta capacidade. Como se desenvolve então negócios de alta tecnologia?

Mas é preciso ser engenheiro para montar um grande negócio?
Veja bem, infelizmente, a maioria dos negócios de alto impacto tem conteúdo tecnológico. A cidade de Santa Rita do Sapucaí, por exemplo, é uma área de empreendedores. Lá, tem negócio para tudo quanto é lado. Por que isso aconteceu? Uma senhora, que era esposa de um embaixador do Brasil no Japão, encantou-se com o desenvolvimento tecnológico. Quando ela voltou para Santa Rita, ela decidiu fazer alguma coisa pelo Brasil e montou uma escola técnica na cidade. Essa escola técnica permitiu a criação de inúmeros negócios. Hoje, Santa Rita está cheia de pequenas fábricas de eletrônicos.

Existe uma idade ideal para começar a empreender?
As coisas que mais afetam a decisão de se lançar como empreendedor são as obrigações financeiras e as obrigações familiares. Quando você sai da universidade, arranja um emprego, casa e tem filhos, você vira escravo do salário. E aí você largar tudo para montar um negócio incerto, tendo que pagar a escola dos filhos …. acabou. Por isso que eu digo que existe uma janela de oportunidade na universidade. Não é à toa que é de lá que saem grandes ideias. A Apple e o Facebook, por exemplo, surgiram no ambiente da faculdade.

Mas não falta aos jovens uma certa maturidade?
Vai dizer isso para o pessoal que montou o Facebook. Vai contar isso para o Steve Jobs ou para o Bill Gates. Experiência de vida? Que experiência de vida? Eu vou tentando, vou arriscando. O Facebook começou com uma besteira, com um despeito por causa de uma menina.

Pela sua experiência, quais são as características que os empreendedores bem-sucedidos têm em comum?
O Bernard Shaw [dramaturgo irlandês] define para mim muito bem isso. Ele dizia que o homem conformado se adapta ao mundo e o não conformado tenta adaptar o mundo a si. Pronto. Aqueles não conformados são os empreendedores. São as pessoas que têm vontade de realizar. Eles querem ser os melhores. Essa necessidade de realizar é o que distingue as pessoas. Isso vale para tudo. Vale para a natação, basquete, tudo. Para o empreendedorismo, não é diferente. Para ser um bom empreendedor, é preciso ser um apaixonado.

Existe alguma cultura que se destaque mais por formar empreendedores?
Infelizmente, a cultura anglo-saxã neste ponto é mais favorável do que a latino-americana. Você já deve ter visto filmes americanos onde as crianças preparam limonada para vender, aprendem a cortar a grama do vizinho para ganhar dinheiro e distribuem jornal. E isso é muito comum lá, mas não é aqui. E sabe por quê? Aí vem o problema da diferença social. Trabalho manual no Brasil é considerado para pobre. Se você distribuir jornal aqui, você vai ganhar muito pouco. Não vale a pena para você ‘sujar suas mãos’. E o que seus amigos iriam falar de você se eles te vissem distribuindo jornal ou se você decidisse trabalhar como sacoleiro? Essa diferença social faz com que a sociedade brasileira não queira ‘sujar as mãos’. E, infelizmente, para montar um negócio é preciso sujar as mãos.

E qual você diria que é o ponto forte dos brasileiros?
Os brasileiros são bons chutadores. O que eu quero dizer com isso é que uma certa irresponsabilidade é bom. Os brasileiros arriscam mais. Se você pegar um operário brasileiro, ele está muito mais disposto a assumir riscos. Ele diz vamos tentar. Os alemães, por exemplo, se não conhecem determinados negócios, dizem não conheço, não sei. O brasileiro vai tentar dar um jeitinho. E esse jeitinho muitas vez dá certo.

A vida do empreendedor precisa necessariamente ser sofrida?
Sim. Tudo que tem sucesso, desculpe-me, é assim. E não é sofrida a palavra correta. Não aconteceu nunca de você se entusiasmar bastante com alguma coisa e chegar a varar a noite? É o que acontece geralmente com as pessoas bem-sucedidas. Elas se entusiasmam tanto pelo trabalho que se esquecem de almoçar, de jantar etc. Para ser empreendedor, é preciso ter paixão. Esse entusiasmo é fundamental para o sucesso.

Qual é a principal motivação que leva as pessoas a empreenderem? É querer ficar rico, se livrar do patrão …
É a necessidade de realizar. É tão simples quanto isso. Ficar rico muitas vezes é consequência, não é a motivação do empreendedor. O negócio é importante e o dinheiro é parte da equação. Se o empreendedor não for um apaixonado, ou não estiver motivado por alguma coisa, é difícil ele e seu negócio darem certo.

Épocas de crise, como a que estamos vivendo, são boas para começar a empreender?
Quando há uma crise econômica, nós temos uma onda de empreendedorismo muito maior. Se as pessoas são despedidas e levam um dinheirinho, elas geralmente vão comprar um táxi, montar algum negócio, etc. Mas são negócios por necessidade. Agora, de repente, o cara se descobre um bom empreendedor e o negócio por necessidade vira por oportunidade.

Fonte: Época Negócios
Por Elisa Campos

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